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Opep+ planeja ampliar produção de petróleo em junho mesmo com conflito no Oriente Médio

  • 2 de mai.
  • 2 min de leitura

A Opep+ sinalizou que pretende ampliar a produção de petróleo no mês de junho, mesmo diante das tensões geopolíticas no Oriente Médio. A informação foi confirmada por fontes próximas ao grupo neste sábado (2).


Segundo apuração, o aumento previsto deve girar em torno de 188 mil barris por dia, mantendo a sequência de elevações mensais iniciada anteriormente. Ainda assim, na prática, essa ampliação tende a ter efeito limitado enquanto o conflito envolvendo Estados Unidos e Irã continuar afetando o fluxo de petróleo na região do Golfo Pérsico.


Produção segue plano, apesar de crise

O acordo envolve sete grandes produtores: Arábia Saudita, Iraque, Kuwait, Argélia, Cazaquistão, Rússia e Omã. Esses países devem se reunir neste domingo (3) para formalizar a decisão.


A saída recente dos Emirados Árabes Unidos do grupo também foi levada em consideração no novo cálculo da produção, reduzindo ligeiramente o volume total previsto.


Guerra impacta exportações

Desde o início do conflito, no fim de fevereiro, a circulação de petróleo foi prejudicada, especialmente após o bloqueio do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas para transporte da commodity.


Com isso, países que tinham capacidade de elevar a produção passaram a enfrentar dificuldades para exportar, como Arábia Saudita, Iraque e Kuwait. Além disso, o próprio Irã teve suas vendas reduzidas após sanções impostas pelos Estados Unidos.


Aumento ainda será simbólico

Especialistas do setor avaliam que o crescimento na produção deve ficar, em grande parte, apenas no planejamento até que o transporte marítimo na região seja normalizado. Mesmo após a reabertura do estreito, o mercado pode levar semanas ou até meses para se estabilizar.


A crise já tem reflexos diretos nos preços: o barril do petróleo ultrapassou a marca de US$ 125 nesta semana, atingindo o maior nível em quatro anos. Analistas também alertam para possíveis impactos na inflação global e risco de escassez de combustíveis, especialmente no setor de aviação.


Estratégia de continuidade

Apesar das incertezas, a decisão indica que a Opep+ pretende manter sua estratégia de ajuste gradual da oferta, adotando uma postura de “normalidade” e se preparando para ampliar efetivamente a produção quando o cenário geopolítico permitir.


Dados recentes mostram que a produção total do grupo sofreu forte queda em março, reflexo direto das restrições logísticas e dos cortes adotados por alguns países


Foto: Site BBC / Fonte: CMN

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